Tempos felizes

Como éramos felizes na infância, na adolescência.
Quem não se lembra da primeira dor de amor, a primeira perda... aqueles momentos em que pra tudo arrumávamos solução.
O que vivíamos achavámos que é para sempre, como cicatrizes – feridas curadas - cujas marcas jamais desaparecem.
Mas as preocupações eram poucas, apenas com o tempo e os estudos, que hoje vemos que não eram tão complicados assim. As amizades intensas, como as paixões e as convicções eram mais viscerais naquela época!!! Juramos que tudo seria eterno.
Hoje nosso olhar sobre o mundo, mais realista, nos permite não sofrer tanto com as coisas inesperadas, com golpes doídos, com traições infundadas. E por mais que a gente sofra, sabemos que um dia a carne viva vai cicatrizar. E por mais que restam marcas, o mundo normalmente seguirá, pois o trabalho nos espera, as contas têm que ser pagas e o tempo não pará.
Quando somos jovens, além de as amizades serem eternas e os amores serem pra sempre. A gente tem a certeza de que podemos modificar o mundo, porém quando a gente cresce percebemos que as convicções mudam, alguns sonhos se frustram e outros magicamente se realizam, mesmo sem termos idéia que ele existia. Percebemos, mesmo com alguma decepção, que boa parte da vida é feita de coisas efêmeras, cuja importância não está na eternidade, mas na capacidade de se tornarem perenes para nós.
Eram tempos felizes que não nos voltam mais, mas que ficam pra sempre em nossas memórias.

Comentários

thaina disse…
Del que texto lindo, as vezes tenho exatamente essa sensação de que antes, quando eramos adolecentes, a vida era mais sentimental, nós éramos mais sensíveis!!! Mas a gente cresce e o importante é continuar vivendo com emoção e pelo amor, essa é a única e melhor forma de sermos humanos!!!

Adoro você!
Tatá
"Tudo que morre, fica vivo na lembrança...
Como é difícil viver, carregando um cemitério na cabeça!"

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