Fragmentos

Mais uma vez estou aqui só no cinema e confesso que em alguns instantes a história da personagem de Julia Roberts me fugiu, pois pensava em minha própria vida. Sinto-me hoje em uma redoma de vidro, onde grito, todos escutam, entretanto ninguém está disposto a me ajudar. Queria tanto ter forças para fugir, de uma história que já estou prevendo como será o último capítulo. A insegurança martela em minha mente todos os segundos. Vontade de ir correndo até a Groelândia, quem sabe por lá tudo seja diferente. Vejo tantos casais passando ao redor de mim, felizes e eu, em um momento extremamente egoísta, penso em avisar a eles para aproveitarem, pois a felicidade parece ter prazo de validade, pelos menos comigo é assim. A menina ao meu lado, exibe uma brilhante aliança, enquanto eu ainda estou à espera – inutilmente – de o telefone tocar.

A verdade é que não sei por que ainda fico mal? Por que ainda deixo as lágrimas rolarem? Não é um roteiro totalmente inédito, muda quem protagoniza a história, mas como em uma novela, todo o drama é repetitivo. E que daqui a algum tempo o roteiro vai reiniciar, pois dizer que nunca mais vou amar que não quero mais ter um novo alguém é mentira, já disse isso outras vezes e novamente estou aqui, pensando, sofrendo, chorando. Existe pessoa certa? Não sei. Só o que sei que ainda não encontrei. Da janela do ônibus vejo tudo passar, sem saber o que fazer, sem saber o que esperar.

Sei que tudo que escrevo parece estar sem sentido. São fragmentos soltos, de diversos sentimentos que passam em mim. O problema talvez seja esperar dos outros, o que eles nem estão disposto a oferecer. Será sempre assim? Só o destino pode me dizer...

Comentários

Mariana Romão disse…
Tem dias em que a gente olha as pessoas tão felizes ao nosso redor e a gente tão triste e sozinho... dá uma sensação de que aquilo só acontece conosco.

A verdade é que td mundo passa por dificuldades, sejam de que tipo forem. Mas eu acredito (eu preciso, eu quero acreditar) que em algum momento td mundo consegue realizar seus sonhos, mesmo que a gente precise mudá-los um pouco para que eles se adaptem a nossas possibilidades.

Bjos
Tayane Scott disse…
Olha quem apareceu finalmente *---* Sim, voltei.

Gato, assim como você se identifica com meus textos, preciso dizer que meus sentimenos batem exatamente com os seus cada vez que entro aqui. Parece incrível como duas vidas tão diferentes e tão distantes se parecem tão iguais. Sinto a mesma vontade de correr para um lugar bem longe e o mesmo nó na garganta ao ver todo mundo exibindo uma bela aliança enquanto eu fico a espera de algo...algo que nunca vem.

Mas se conforta, sinto que nosso dramalhão mexicano pode e vai ter um fim a qualquer momento. Numa esquina, sentado no banco da praça vai estar aquela pessoa que estamos esperando e procurando por tanto tempo. Seremos felizes e, dessa vez, sem prazo de valide.

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