Porquês

Parece que foi ontem que eu tinha noites tranquilas de sono. Que não ficava horas ao lado do telefone, esperando ele tocar. Que os dias arrastavam-se e eu ainda reclamava de não ter feito nada. Na minha adolescência meu sorriso era mais firme, hoje as batidas do meu coração são instáveis. Ser adulto é se deparar com dúvidas, com dores. Sinto saudade da pessoa que eu era. Não tinha medo, confiava mais em mim mesmo. Saudade da época que a preocupação era em passar na prova de matemática.
Para alguns como diria Carlos Drummond de Andrade: "a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional". Não concordo - apesar de amar Drummond - não é uma questão de condição. A vida é feita de escolhas sim. Posso escolher se vou comer no Mc Donald's ou no Bob's. Qual programa de TV quero assistir. Escolho um sabor de sorvete. Posso escolher se prefiro a Sandy ou a Wanessa Camargo. Claudia Leitte ou Ivete Sangalo. Entretanto não escolho gostar de alguém, então não escolho "não sofrer". As pessoas não vem com uma placa dizendo que "é melhor parar e não se apaixonar, senão vai sofrer". Fala sério! Apaixono-me, quebro a cara, portanto sofro. E há anos atrás, nem tinha esse tipo de preocupação, só sofria se chovesse e isso me impedisse de brincar.
Como diria Marisa Monte "o meu coração é um músculo involuntário", ou seja, ele que escolhe de quem gosta, não sou eu que opino.
Sei que ainda vou dormir com todos esses pensamentos, afinal de contas se tem algo que é igual tanto na infância, adolescência e sendo adulto, são os "porquês" da vida.

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