Vida

Em certos momentos não queria ouvir sua voz, nem notar sua presença. Por algum tempo, não tive nem mais vontade de sorrir. Queria ficar só na solidão do quarto ou num canto qualquer desse apartamento, com apenas meus pensamentos e as lágrimas que insistem em cair. Sinto-me frágil, como queria poder debruçar num abismo, sabendo que se despencasse do mesmo, tudo estaria solucionado.
Agora estou em fuga. Fujo dos sonhos, dos encontros, de um medo, uma necessidade, nem sei como nomear essa dependência. A lua por aqui passou, deixando um rastro de recordação. Todo meu sentimento foi como as folhas secas no outono, varridas pelo chão.
O frio me faz sentir falta dos seus braços, em meus ombros. Porém me acostumei - mesmo que não pareça - sem você ao lado. Não digo que não dói mais, entretanto aprendi a conviver com o vazio que ficou. Prometi que independente do que foi vivido não iria te esquecer, pois só a lembrança alegraria minha vida. Foi bom enquanto foi verdadeiro. Mas assim como um eclipse, passou. O beijo, o cheiro, nada mais era o mesmo. Tudo parecia um breu até o que novamente o sol nasceu, depois do nosso adeus. Pode parecer clichê, mas aprendi a viver sem ti. Consegui caminhar na longa estrada ,chamada de vida, pois o tempo - por mais devagar que seja - me ajudou a levantar num novo amanhecer. E sei que a vida ainda reserva diversas emoções, muitos enredos e tal.
Não dizem que a fé remove até montanha, que a vida é como uma montanha russa, feita de altos e baixos, espero - então - por quem me entenda, me faça rir e ainda desperte o que há de melhor em mim. Pode demorar dias, semanas, meses, anos, décadas e até séculos, mas creio que isso acontecerá sim!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Milhões de vezes

As coisas que nunca te disse

Eu amei te ver