Segundo a crônica alheia

No último mês, folheando as páginas da Revista "Gloss" uma crônica de Felipe Luno, que me "disse" muita coisa, me fez refletir e agora divido a mesma com todos.

Todos temos certo potencial para ser vilões. Basta uma frase equivocadas, não responder a algumas ligações, não corresponder às expectativas dos outros. Pode ter certeza. Você já foi a pessoa má, insensível e ingrata da vida de alguém mesmo sem querer. Relacionamentos novos só começam porque antigos terminaram. Para quem foi excluído dessa equação pode parecer que foi você quem praticou o ato da vilania. Pense nos foras que já deu, nos amigos que decidiu não ver mais, nas cartas de amor a que não respondeu. Nem sempre somos os mocinhos de nossa própria história. Na procura pelo príncipe encantado é possível pisar em alguns sapos sem perceber. Isso não significa ser mau-caráter. Reconhecer que podemos virar persona non grata para alguém é o que faz reavaliar o papel do vilão. Talvez a bruxa que lhe faz mal seja apenas mais uma insegura diante de um espelho buscando autoafirmação. Não há como não se identificar com isso. É nesse momento que o sapatinho de cristal vira um chinelo de dedo. Com os pés no chão não é preciso desejar um final feliz para todo mundo e é possível compreender que vilões podem ser só pessoas tão comuns quanto você e eu.

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