Roteiro repetitivo

Os dias têm sido difíceis, as horas não temem em passar. Estou vivendo por um fio, a luz do sol está radiante, entretanto dentro de mim o temporal inunda tudo. Gostar nunca é fácil. Tenho o dom de adorar quem me ignora. Pior ainda sentir saudade do que nunca vivi. Choro a perda de algo que nunca me pertenceu. Tem sido tão ruim. Meu peito cicatrizado, ainda lateja ao ouvir o declínio do seu nome, seu telefone persiste inconsequentemente em minha memória. Solicito um derradeiro encontro, para poder assim apresentar minha réplica. Necessito de você, assim como a caneta do papel, a camisa do botão e o mar do sol. Entretanto sei que você não irá ceder muito menos voltar atrás. Se realmente existir outra vida, quem sabe nela seja nossa vez de amar?!

O seu desprezo impregnou em minha pele, nem sei por que tenho insistido se está visível que nunca pensou em mim. Mesmo que eu te provoque, não me beija. Sempre o desejei, mesmo sem ter um singelo “oi” em troca. Cheguei a crer que tinha nascido pra te ter, porém o destino veio como uma tsunami e dos seus lábios ecoou o não. Agora tenho que parar pra pensar em mim. Que hora irei parar de olhar pelo outro e seguir os passos alheios e escrever minha história, sem a obrigação de um protagonista?! Estou farto desses romances subsequentes. Não aguento mais despetalar rosas num inocente bem-me-quer, mal-me-quer. Mesmo não sendo cético, desejo não mais amar, tudo de novo pra quê?!

Chega de me aventurar, vou cimentar meus pés no chão, fincar as raízes, chega de voar. Tenho certeza que um dia eu aprendo e mudo esse rumo. Um dia mesmo que com o auxílio de aparelhos, meu coração será feliz também.

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