Lições do Pequeno Príncipe

O primeiro livro que li, já tenho raciocínio de interpretação, aos onze anos, foi "O Pequeno Príncipe" e como a maioria que ler esse obra, tirei meus ensinamentos e um deles a frase clichê "Tu se tornas responsável por tudo que cativas". Lembro de uma professora de literatura que tive, que dizia que alguns livros, mudam nossas ideias de acordo com a época, maturidade que lemos (ela se referia a "Dom Casmurro" do grande Machado de Assis). E hoje vejo, que a obra de Antoine Saint-Exupéry, é uma delas. Naquela época, da minha adolescência a frase que já citei, se tornara um lema da minha vida, achava que quem despertava meus sentimentos, devia cuidar de mim, cobrava carinho, atenção e afins. Atualmente, depois de tantas coisas vividas, tantas histórias, boas e ruins, que deixaram cicatrizes e, algumas que passaram rapidamente, vejo que isso não tem mais sentido para mim. Creio, que ninguém é obrigado ficar ao meu lado, só por ter me olhado diferente e com isso, eu estar envolvido. Será que todos que se cativaram por mim, eu cuidei?! Não! Assim como não cuidaram de mim da maneira certa, não me estenderam a mão quando precisei, nem me deram o abraço, na hora mais óbvia. E acho errado isso?! Também não, afinal não quero nada por obrigação. Se o Príncipe do Asteróide B 612 queira, mas eu não! Agora, que ainda dou valor é as amizades, atualmente, são poucos amigos verdadeiros, alguns até em outros estados, entretanto a minha maneira (será que está sendo suficiente?!) dou devida atenção, carinho. Porém, até nesse quesito, creio que a frase de Exupéry não se encaixa, pois tantos já despertaram minha amizade, de forte que eu me dedicasse, e até deixasse amigos mais leais de lado e o que fizeram?! Traíram me, abandonaram-me quando queria ouvir um apenas "conte comigo". É cresci, ainda me entrego, me dedico a quem passa pela minha vida, não deixo que saiam de minha presença sem ser por inteiro, mas sem obrigação, quero que seja recíproco, mas porque querem ficar e não por ser responsável. Ninguém é responsável por nada, nem por ninguém, somente por seus próprios atos!

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