A tal da dor

Pedi ao tempo pra curar toda ferida que possivelmente ainda exista. Que minha memória esqueça as palavras ásperas e ações impensadas que me fizeste. Ainda lembro de todas as lágrimas que derramei, dos soluços que tive que abafar durante a madrugada e dos gritos que ficaram em silêncio dentro de mim. Mas aquele menino doce e fraco, que pisaram, cresceu. Hoje os cacos do meu coração não estão mais espalhados, eles se juntam e encaixam-se um ao outro, por isso não quero que aja rancor. Estou me libertando das coisas que me prendem ao passado, dos sentimentos ruins, não deixo mais que tirem meu sorriso do rosto. Hoje minhas dores são particulares, específicas e tão minhas. Dores essas que nem fazem mal, até porque lidar com a dor me faz sentir vivo. Fico pensando em tudo antes de dormir e vejo que erros são inevitáveis, por isso estou perdoando os seus. Nunca te odiei, porque, sinceramente, você me faz bem. Foi só uma dor. Uma dorzinha. Que está passando dia após dia. Página após página. Texto após texto. Na verdade, o perdão é preciso. Pois, admito, ainda te olho com os mesmos olhos de quando eu te conheci! 

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