Eu e minhas mágoas

Sempre fico pensando e, apesar de muitos momentos ruins, não tenho vontade de reescrever minhas histórias. Tento me fazer de forte, vivo dizendo estar bem, quando não estou. Ninguém estende a mão, diante das minhas quedas, pois sabem que vou levantar, não é do meu feitio ficar lamentando no chão. Vivo querendo um abraço, um colo, porém não vivo suplicando. Não tenho medo de errar, de lutar por meus ideais, por isso vivo quebrando a cara. Saio abrindo as portas do mundo e vou. Vivo intensamente. Não sou provido de ausência de sentimentos. Mesmo com tantos tropeços, não fiquei mais frio, nem duro, insensível então, nem sei o que é ser assim. Tenho tentado me proteger para evitar machucados  desnecessários. Continuo aquela criança apavorada com o escuro e os bichos papões, entretanto o meu escuro não se resume a falta de luz e os bichos papões não são mais os monstros dos armários. Sigo sorrindo, vou me doando e me doendo, me entregando e me perdendo, me assustando e assustando, também, a todos que arriscam ir além da carcaça, pois um coração puro choca as pessoas. 
Mas entre amores perdidos, decepções declaradas, quedas desacreditadas, ilusões consecutivas, vou me convencendo que o problema não é o outro, ele não tem nada haver com o que passa em meu coração. Ninguém tem culpa das dores que carrego, por isso me entrego sem reservas. A culpa é somente minha, que como já disse sou intenso, vou doando-me por inteiro, ainda que esteja aos cacos por dentro. Vou machucado, desgastado, desacreditado, entretanto vou. Disposto até uma nova desilusão, pois chegará o momento que hei de acertar, portanto me esquivar será a contramão. Sigo exibindo um sorriso sincero, mesmo quando transbordo uma felicidade falsa. Afinal minha intensidade é inteira em me entregar, me doar e até não sentir!

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