Sobre o querer bem

Fui uma vítima, você o réu. Em meio aos seus galanteios, me entreguei. Acuso você de ter me usado, mas com que direito, se sempre foi tão sincero, dizendo que não queria nada mais que sexo. Eu com todas as virtudes, tentei te conquistar, entretanto enquanto creio no amor, você é cético. 
Tudo começou e acabou da mesma maneira, de repente. Também eu passava dos limites, enquanto você se reprimia. Chegou a dizer que não sabia fazer alguém feliz, mas triste lhe asseguro que sabe. Insisti, tentei, entretanto esse jogo perdi. Afinal, eu era um jogo pra você, aquele que alimentava seu ego, que você exibia como um tolo apaixonado. Não dizia nada, só ouvia o meu "eu te amo"  e nem um "eu também" devolvia.
Arrependo-me de não ter sido um pouco mais forte. Por ter me destruído por dentro, cada vez que você me virava as costas. Mas não me arrependo dos sorrisos que dei, dos abraços que aconteceram. Quebrei o trato que era não se envolver. Mas como pude me apaixonar tão rápido, por alguém que acabei de conhecer. Entretanto não se tem como saber o melhor caminho a seguir, temos que arriscar e torcer para que seja o certo. É clichê dizer que o tempo cura, que vai passar, mas não dá pra negar que o tempo ensina. E ensina tanta coisa e uma delas é que as prioridades mudam. Já te quis tanto, já te quis mal, que você sofresse e se arrependesse por ter me deixado escapar. Mas hoje quero mais é que você saia, encontre um grande amor e fique bem. Porque é desejando o bem para os outros, que atraímos o bem para nós mesmos. 

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