Janela

E aqui estou eu. Mais uma vez na janela, como se estivesse esperando por alguém, buscando uma direção. Sempre fui do tipo que se apaixona fácil. Por um simples olhar, por sorrisos e gentilezas. Então é melhor manter a distância. Dar um tempo nessas mensagens, parar de curtir suas inúmeras fotografias. Não espero mais uma ligação sua. Adianta ficar horas a fio, sair pra tomar um café contigo e te ver ir embora?! Ser feliz por apenas uns minutos, não quero mais. Pois por mais que eu conheça todos os sintomas do amor, sei de cor todos os hematomas que deixa. Cansa viver de lembranças que na verdade nem existiram. Hoje não quero mais me contentar com restos e implorar abraço, de quem me dá as costas. Contudo, peço que me deixe só. Vá ali e nem precisa voltar. Tenho medo de dar ré. Sou fraco o bastante pra não resistir a um afago. Já me flagrei pensando em você e isso não tinha que ocorrer. Até porque você não é daqueles que vai viver por mim. Portanto é melhor sair da janela, não ficar tão a vista e deixar apenas o vento entrar. Hoje preciso menos dar e urgentemente receber. Por isso, não venha com promessas baratas, que em semanas não valerão nada. É sempre assim, faz eu me sentir bem, como nunca fizeram. Até depois sumir. Vai soltar minha mão e terei que reaprender a seguir. Agora se me der o mundo, tem que fazer rodar. Sem aventuras, no momento. Sendo assim, contato excluído com sucesso.

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Me inspirou uma música que darei o título de janela!

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