Amores (im)possíveis

Queria poder entender melhor, as questões do coração. Entretanto, a verdade, é que as pessoas estão cada dia mais impacientes com o amor. Fulano pode ser o grande amor da minha vida e mesmo assim incomodar, ter algo que não gosto, e ainda assim, ser a pessoa certa pra mim. 
O grande lance, é que na época de nossos avós, eles suportavam diversas coisas em nome do amor, mais até do que deveriam e mais saudável do que seria. Isso é o que difere nos dias de hoje. Nossos sonhos de amor viram areia, que escorre das mãos. O castelo, que a gente faz de conta, desmorona como o de cartas e sem ninguém pra te resgatar da torre. Basta uma palavra inadequada, um erro bobo, um gesto mal cuidado, que a pessoa é descartada. E assim, todo sentimento vira fumaça e se mistura com a névoa do vento. 
Em busca do amor perfeito, frases são desfeitas, promessas ignoradas, versos ficam sem rima, o carinho é contido e as emoções perdidas. Pena que a tal perfeição não existe. O sonhado amor não terá apenas qualidades, também virá defeitos, atritos e gostos diferentes. Mas as pessoas não tem mais paciência com a descoberta do outro. Perdeu-se a conquista sadia, o jogo do flerte e o charme da conversa. Descartam alguém, que não agrada, como fazem com um copo descartável, após o uso. Esqueceram que devemos deixar o amor acontecer, mesmo que o coração tenha pressa. Conhece-se alguém e depois de horas de papo, decreta se fulano serve ou não, e ponto final. Crueldade demais!! É como um sono, sem sonhos, como casas desabadas nos escombros e como descartar uma laranja podre que estava na fruteira. 
Assim percorremos o caminho da vida, com tantos desencontros, armadilhas no destino. Diversas pessoas interessantes, querendo encontrar alguém, que parece não existir. Apressamos as coisas e vivemos a felicidade em uns dias, semanas, talvez até meses, entretanto depois vem os sorrisos amarelos, olhares atravessados. Os laços são desfeitos e o nó fica no peito. E as lembranças são perdidas na poeira do tempo. 
Que a gente possa voltar a confiar, redescobrir o prazer de receber uma mensagem, sorrir sozinho ao lembrar de alguém, achar graça num jeito bobo, olhar a foto diversas vezes e todos esses clichês que fazem o amor fincar estadia. Que tenhamos paciência pra encarar o que parece não agradar, para assim, quem sabe encontrarmos o amor, que esperamos e ainda não rolou. E assim não dará errado. Desejo, enfim, encontrar tal amor, pois esse voo alucinante e sem rumo, já me cansou demais. 

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