Reflexão de Papel

O menino nerd é apaixonado, desde a infância, pela menina linda e mais descolada da escola, entretanto ela não lhe dá bola, até que um dia (ou melhor, uma noite), ela precisa dele. Esse é basicamente o enredo central de "Cidades de Papel", porém como o filme é baseado no livro, de mesmo nome, de John Green, o enredo não é tão óbvio, com várias aventuras, mostra-se que é possível ser feliz mesmo com o coração partido, desde que se tenha amigos por perto.
Com artifícios que nos fazem ansiar por saber o que vai acontecer e qual será o destino dos personagens, nos deixa a reflexão (confesso que o livro não me fez pensar nisso) de que passamos a vida sendo cautelosos demais e, talvez por isso, não corremos atrás realmente do que queremos. Esperamos, em vão, que as pessoas tomem as atitudes que queremos. E nos preocupamos tanto em ser o que o outro quer, sem consultá-lo se realmente quer. Como Quentin faz com Margo, indo atrás dela, sendo que em momento algum ela o quer (olha o spoiler). Conhecemos pessoas, damos a elas, o título de perfeitas, entretanto ao vermos suas atitudes, constatamos que estão longe da perfeição. E assim, deixamos gente interessante escapar, não fazemos amizade com pessoas legais, não damos valor a um devido momento, simplesmente porque deixamos a vida passar, ficamos sentados observando os dias, na nossa zona de conforto, fazendo tudo igual. Margo mostra a Quentin que ele precisa de uma aventura, acordar no dia seguinte sem pré determinar nada. Correr riscos, notar pessoas e viver momentos, que até então, não faziam parte de sua rotina. Às vezes, é preciso agir só pelas risadas, pelas memórias que ficarão.
Precisamos lembrar que pessoas, são apenas pessoas. Não devemos colocá-las no pedestal, independente da importância que nos tenha, afinal elas são seres humanos que erram, têm defeitos e, podem até ser, de "papel". Na verdade, você passa a refletir suas atitudes, olhar seus dias e, talvez, até você se reconheça uma pessoa de papel. Vai saber!!

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