Eu, você e nossos mundos

Foi tão fácil gostar de você, mesmo inventando diversas razões para meu coração esquecer que você existia. Queria acreditar que era coisa da minha cabeça, uma paixonite sem importância e que meu romantismo infantil não devia se prender a isso. Cheguei até inventar a ironia de que nunca teríamos uma história de amor digna de Eduardo e Mônica, portanto não era você.
Eu queria o sempre, você o agora. Eu o plano, você o acaso. Eu a certeza e você, no máximo, a esperança. Eu chego antes da hora e você ainda está no banho. Eu inverno, você verão. Eu romance, você comédia. Eu data, você surpresa. Eu a calma e você o agito. Eu o óculos, você sem foco. Eu a oração, você o pecado. Quero horário comercial, você a madrugada. Eu sou ponto final, você vírgula. Sou um mundo e você o outro. Mas a gente mesmo assim colidiu. Os dias passaram e o tempo fazia questão de esfregar na nossa cara, que mesmo que fôssemos nada, nossas linhas já tinham se encontrado. 
Desejava que a gente terminasse as frases um do outro, que a gente tivesse uma música só nossa e que a gente nunca sentisse vontade de rasgar nossas fotos e lembranças. Porque a gente parece ser o encaixe perfeito, mesmo sendo tão opostos. Você é a melhor de todas as tentativas frustadas. De tempos em tempos nossas rotas se colidem, se chocam. Você é a curva inesperada depois de tantos caminhos retos. Foi tão fácil sentir, tão bom te querer. Mesmo não sendo concreto, você está aqui. E quem sabe esses dois mundos, um dia desses, deixem de ser dois e sejam um só. Daí vou ser feliz e você também. 

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